Etiópia elege primeira mulher para presidente do país

Sahle-Work Zewde - Foto: divulgação

Em momento histórico, Parlamento Etíope elege diplomata da ONU, Sahle-Work Zewde, para ocupar o cargo de presidente.

A Embaixadora e Diplomata da Organização das Nações Unidas (ONU), Sahle-Work Zewde, 68, foi eleita nesta quinta-feira (25) a primeira presidente mulher da Etiópia.

A votação foi feita pelo Parlamento Etíope após a renúncia do ex-presidente, Mulatu Teshome, eleito em 2013 e que tinha previsão de ocupar o cargo até 2019.

Zewde possui mais de 30 anos de carreira como diplomata e, antes de ter sido eleita à presidência, ocupava a posição de Representante Especial do Secretário-Geral da ONU, além de já ter atuado como Representante Permanente da ONU nas áreas de educação, ciência e cultura, em países como Senegal e França.

Ainda que a posição de Chefe de Estado na Etiópia seja uma figura representativa, devido ao Regime de República Parlamentarista, em que o poder executivo fica a cargo do primeiro ministro (ocupado atualmente pelo etíope Abiy Ahmed), a Etiópia segue a linha de outros países africanos, que têm aberto cada vez mais espaço para que mulheres ocupem cargos antes não permitidos.

Segundo a Agência de Notícias Ansa Brasil, a diplomata e atual presidente, Sahle-Work Zewde, fez um discurso no Parlamento, após juramento, em que deu ênfase à importância do respeito às mulheres, bem como em construir uma sociedade com mais equidade de gênero onde as pessoas rejeitem a opressão das mulheres.   A nomeação da diplomata Sahle-Work Zewde ocorreu logo após a reforma ministerial no Governo da Etiópia, em que, segundo a matéria publicada no Jornal Americano Washington Post, em outubro de 2018, pelo menos metade dos Ministérios do Governo da Etiópia passariam a ser chefiados por mulheres, dentre eles o Ministério da Justiça.

 

Mulheres africanas no poder

O primeiro país africano a ter uma mulher como Chefe de Estado foi a Guiné-Bissau em 1984. Carmem Pereira foi a primeira mulher a ocupar a cadeira da presidência do país, além de ter sido presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné (SNP).

Outros países africanos também contaram com mulheres na presidência, como a Libéria, com Ruth Perry (1996 – 1997), seguida de Ellen Johnson-Sirleaf, que ocupa o cargo desde 2006. No Malawi, Joyce Banda (2012 – 2014), República Centro Africana, Catherine Samba-Panza (2014 – 2016) e nas Ilhas Maurício, Ameenah Gurib, no poder desde 2015.

Além disso, em Julho deste mesmo ano, a Tunísia teve  a primeira mulher eleita nas urnas como prefeita da Capital do país, a executiva Suad Abderrahim, 53, pelo partido islâmico moderado.

 

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