O Rei da Suazilândia mudou o nome do país para Reino eSwatini

O Rei Mswati III anunciou em 18 de abril que o reino de Suazilândia mudaria seu nome para Reino de eSwatini para banir os vestígios do passado colonial do país e por outro motivo mais peculiar. Segundo o monarca africano, “no exterior o nome do país é confundido com o da Suíça”. Em inglês, “Swaziland” e “Switzerland” soam muito semelhantes.

Bandeira oficial da eSwatini

O Rei da eSwatini fez o anúncio em um estádio na cidade de Manzini, a 40 quilômetros a leste da capital Mbabane, como parte das comemorações do 50º aniversário da independência do país em 6 de setembro de 1968, na época colonizado pelo Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

O eSwatini é um dos países mais peculiares da África e do mundo. Entre suas características particulares está o fato de ser uma das únicas monarquias absolutas que ainda existem entre os países da ONU e é Mswati III quem toma todas as decisões apesar de ter um parlamento democrático, limitado a debater decisões do governo e aconselhar para o rei. É também um dos 20 países que oficialmente reconhecem Taiwan e mantém relações diplomáticas diretas com este país. A Presidente taiwanesa Tsai Ing-wen visitou a eSwatini no mesmo dia em que Mswati III fez o anúncio da mudança do nome. O fato de manter relações diplomáticas com Taiwan implica automaticamente o rompimento de relações diplomáticas com a República Popular Democrática da China, que considera Taiwan uma parte inseparável de seu território.

No seu pequeno território de 17.362 km2 entre a África do Sul e Moçambique, a eSwatini dedica-se quase exclusivamente à agricultura, principalmente açúcar, madeira, citrinos e algodão. Sua relação econômica com a África do Sul é muito próxima, já que este país recebe 85% de suas exportações e fornece eletricidade e turismo.

Localização do Reino de eSwatini no Continente Africano

Zaire e Rhodesia

A República do Zaire existiu entre 1971 e 1997 no atual território da República Democrática do Congo, governado por Mobutu Sese Seko, que mudou todos os nomes do país para cortar com o legado colonial belga. Antes do Zaire, o nome do país era República do Congo-Leopoldville para diferenciá-lo do vizinho Congo-Brazeville. Leopoldville, em homenagem ao rei belga Leopoldo, mudou seu nome para Kinshasha durante o governo de Mobutu. Leopoldo, que usou o Congo como sua propriedade privada, realizou vários massacres contra a população civil congolesa.

Outro exemplo de mudança de nome é a Rodésia, batizada com o nome do político sul-africano Cecil Rhodes, promotor da colonização por fazendeiros brancos no atual Zimbábue. A Rodésia declarou unilateralmente sua independência da Grã-Bretanha em 1965 e tornou-se um regime segregacionista inspirado no modelo sul-africano do Apartheid. Ian Smith, primeiro-ministro do país durante 14 anos perdeu o poder nas mãos de partidos multirraciais no ano 1979. Nas eleições de 1980, Robert Mugabe ganhou as eleições e mudou o nome da Rodésia para o Zimbábue e da capital (Salisbury) para a atual Harare.

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